A leitura se torna prazerosa, pois nos leva ao mundo dos sonhos e fantasias..., e além do mais nos faz ter uma visão global dos acontecimentos da vida cotidiana.
domingo, 29 de dezembro de 2013
O que é poesia?
Poesia não é só rimar
Poesia é demonstrar valores, ocultar dores, viver amores e aprender a sonhar
Poesia é enxergar um futuro melhor em meio às dificuldades
Poesia é ver um mundo livre de toda maldade
Poesia é a felicidade e a arte que só leitores e poetas podem descrever
Em um mundo onde o dinheiro é tudo, poesia nos faz reviver.
Eduardo Moreira Junior
Poesia é demonstrar valores, ocultar dores, viver amores e aprender a sonhar
Poesia é enxergar um futuro melhor em meio às dificuldades
Poesia é ver um mundo livre de toda maldade
Poesia é a felicidade e a arte que só leitores e poetas podem descrever
Em um mundo onde o dinheiro é tudo, poesia nos faz reviver.
sexta-feira, 27 de dezembro de 2013
Reverência ao destino
Falar é completamente fácil, quando se tem palavras em mente que expressem sua opinião.
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.
Carlos Drummond de Andrade
Difícil é expressar por gestos e atitudes o que realmente queremos dizer, o quanto queremos dizer, antes que a pessoa se vá.
Fácil é julgar pessoas que estão sendo expostas pelas circunstâncias.
Difícil é encontrar e refletir sobre os seus erros, ou tentar fazer diferente algo que já fez muito errado.
Fácil é ser colega, fazer companhia a alguém, dizer o que ele deseja ouvir.
Difícil é ser amigo para todas as horas e dizer sempre a verdade quando for preciso.
E com confiança no que diz.
Fácil é analisar a situação alheia e poder aconselhar sobre esta situação.
Difícil é vivenciar esta situação e saber o que fazer ou ter coragem pra fazer.
Fácil é demonstrar raiva e impaciência quando algo o deixa irritado.
Difícil é expressar o seu amor a alguém que realmente te conhece, te respeita e te entende.
E é assim que perdemos pessoas especiais.
Fácil é mentir aos quatro ventos o que tentamos camuflar.
Difícil é mentir para o nosso coração.
Fácil é ver o que queremos enxergar.
Difícil é saber que nos iludimos com o que achávamos ter visto.
Admitir que nos deixamos levar, mais uma vez, isso é difícil.
Fácil é dizer "oi" ou "como vai?"
Difícil é dizer "adeus", principalmente quando somos culpados pela partida de alguém de nossas vidas...
Fácil é abraçar, apertar as mãos, beijar de olhos fechados.
Difícil é sentir a energia que é transmitida.
Aquela que toma conta do corpo como uma corrente elétrica quando tocamos a pessoa certa.
Fácil é querer ser amado.
Difícil é amar completamente só.
Amar de verdade, sem ter medo de viver, sem ter medo do depois. Amar e se entregar, e aprender a dar valor somente a quem te ama.
Fácil é ouvir a música que toca.
Difícil é ouvir a sua consciência, acenando o tempo todo, mostrando nossas escolhas erradas.
Fácil é ditar regras.
Difícil é seguí-las.
Ter a noção exata de nossas próprias vidas, ao invés de ter noção das vidas dos outros.
Fácil é perguntar o que deseja saber.
Difícil é estar preparado para escutar esta resposta ou querer entender a resposta.
Fácil é chorar ou sorrir quando der vontade.
Difícil é sorrir com vontade de chorar ou chorar de rir, de alegria.
Fácil é dar um beijo.
Difícil é entregar a alma, sinceramente, por inteiro.
Fácil é sair com várias pessoas ao longo da vida.
Difícil é entender que pouquíssimas delas vão te aceitar como você é e te fazer feliz por inteiro.
Fácil é ocupar um lugar na caderneta telefônica.
Difícil é ocupar o coração de alguém, saber que se é realmente amado.
Fácil é sonhar todas as noites.
Difícil é lutar por um sonho.
Eterno, é tudo aquilo que dura uma fração de segundo, mas com tamanha intensidade, que se petrifica, e nenhuma força jamais o resgata.
Carlos Drummond de Andrade
quinta-feira, 26 de dezembro de 2013
Poema de Fim de Ano
Para encerrar, uma receita de Ano Novo dada pelo poeta:
Carlos Drummond de AndradeReceita de Ano Novo
Para você ganhar belíssimo Ano Novo
cor de arco-íris, ou da cor da sua paz,
Ano Novo sem comparação como todo o tempo já vivido
(mal vivido ou talvez sem sentido)
para você ganhar um ano
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser,
novo até no coração das coisas menos percebidas
(a começar pelo seu interior)
novo espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,
mas com ele se come, se passeia,
se ama, se compreende, se trabalha,
você não precisa beber champanha ou qualquer outra birita,
não precisa expedir nem receber mensagens
(planta recebe mensagens?
passa telegramas?).
Não precisa fazer lista de boas intenções
para arquivá-las na gaveta.
Não precisa chorar de arrependido
pelas besteiras consumadas
nem parvamente acreditar
que por decreto da esperança
a partir de janeiro as coisas mudem
e seja tudo claridade, recompensa,
justiça entre os homens e as nações,
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,
direitos respeitados, começando
pelo direito augusto de viver.
Para ganhar um ano-novo
que mereça este nome,
você, meu caro, tem de merecê-lo,
tem de fazê-lo de novo, eu sei que não é fácil,
mas tente, experimente, consciente.
É dentro de você que o Ano Novo
cochila e espera desde sempre.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
MUNDO GRANDE
Não, meu coração não é maior que o mundo.
É muito menor.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.
Nele não cabem nem as minhas dores.
Por isso gosto tanto de me contar.
Por isso me dispo,
por isso me grito,
por isso freqüento os jornais, me exponho cruamente nas livrarias:
preciso de todos.
Sim, meu coração é muito pequeno.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.
Só agora vejo que nele não cabem os homens.
Os homens estão cá fora, estão na rua.
A rua é enorme. Maior, muito maior do que eu esperava.
Mas também a rua não cabe todos os homens.
A rua é menor que o mundo.
O mundo é grande.
Tu sabes como é grande o mundo.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens,
as diferentes dores dos homens,
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem… sem que ele estale.
Conheces os navios que levam petróleo e livros, carne e algodão.
Viste as diferentes cores dos homens,
as diferentes dores dos homens,
sabes como é difícil sofrer tudo isso, amontoar tudo isso
num só peito de homem… sem que ele estale.
Fecha os olhos e esquece.
Escuta a água nos vidros,
tão calma, não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! Vai inundando tudo…
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos – voltarão?
Escuta a água nos vidros,
tão calma, não anuncia nada.
Entretanto escorre nas mãos,
tão calma! Vai inundando tudo…
Renascerão as cidades submersas?
Os homens submersos – voltarão?
Meu coração não sabe.
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)
Estúpido, ridículo e frágil é meu coração.
Só agora descubro
como é triste ignorar certas coisas.
(Na solidão de indivíduo
desaprendi a linguagem
com que homens se comunicam.)
Outrora escutei os anjos,
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.
as sonatas, os poemas, as confissões patéticas.
Nunca escutei voz de gente.
Em verdade sou muito pobre.
Outrora viajei
países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio.
países imaginários, fáceis de habitar,
ilhas sem problemas, não obstante exaustivas e convocando ao suicídio.
Meus amigos foram às ilhas.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.
Ilhas perdem o homem.
Entretanto alguns se salvaram e
trouxeram a notícia
de que o mundo, o grande mundo está crescendo todos os dias,
entre o fogo e o amor.
Então, meu coração também pode crescer.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
– Ó vida futura! Nós te criaremos.
Entre o amor e o fogo,
entre a vida e o fogo,
meu coração cresce dez metros e explode.
– Ó vida futura! Nós te criaremos.
Carlos Drummond de Andrade
terça-feira, 24 de dezembro de 2013
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
O Olhar
Como é intrigante a linguagem de um olhar...
Já observastes um olhar de suplica?
Dispensa qualquer palavra sem duvida.
E um olhar apaixonado?
Triste é aquele olhar desesperado,
Olhos arregalados de um medo estampado.
Mas aquele olhar de dor é o que nos causa comoção,
Lágrimas que escorrem entre pálpebras baixas que cortam o coração.
Existe o olhar evasivo que evita o encontro com a realidade,
E aquele olhar de perdão que põe de pé a quem estava caído sem salvação.
Por fim, não poderia deixar de citar o olhar de esperança,
Um olhar é uma linguagem forte, traduz vida e morte,
Traz sensações, sentimentos e estímulos perdidos.
É um universo carregado de sentidos.
Dri
Teu olhar
Uma paixão, uma ternura, tamanho encantamento...
Algo que eu jamais senti igual.
Você, mesmo com toda essa timidez no olhar
Fez com que meu coração se abrisse
Não sei o que será de nós daqui para frente
Pois o amanhã não é algo que está ao nosso alcance
Mas mesmo com este futuro incerto,
Prometo amar-te eternamente
Se o destino nos der uma chance.
Pois o amanhã não é algo que está ao nosso alcance
Mas mesmo com este futuro incerto,
Se o destino nos der uma chance.
Por isso hoje escrevo estes versos, querido
Pois quero dizer a ti e (se puder) ao mundo,
Que tu és o homem da minha vida.
Que tu és o homem da minha vida.
Atração
Confesso, o teu corpo me atrai.
Nego, mas meu olhar me trai.
Disfarço, mas a alma teimosa
Não abandona a tua, sestrosa.
Meu coração dissimulado,
Mas atônito e descuidado,
Bate no teu acorrentado.
Mardilê F. Fabre
domingo, 22 de dezembro de 2013
quinta-feira, 19 de dezembro de 2013
terça-feira, 17 de dezembro de 2013
domingo, 8 de dezembro de 2013
terça-feira, 12 de novembro de 2013
Consciência Negra
“A luta pela liberdade dos negros brasileiros jamais cessou. Em 1971, um significativo capítulo de nossa história vinha à tona pela ação de homens e mulheres do Grupo Palmares. Lá do Rio Grande do Sul era revelada a data do assassinato de Zumbi, um dos ícones da República de Palmares. Passados sete anos, ativistas negros reunidos em congresso do Movimento Negro Unificado contra a Discriminação Racial cunharam o 20 de novembro como Dia da Consciência Negra. Em 1978, era dado o passo que tornaria Zumbi dos Palmares um herói nacional, vinculado diretamente à resistência do povo negro.
Herdamos os propósitos de Luiza Mahin, Ganga Zumba e legiões de homens e mulheres negras que se rebelaram a um sistema de opressão. Lançaram mão de suas vidas a se conformarem com a prisão física e de pensamento. Contrapuseram-se ante às tentativas de aniquilamento de seus valores africanos e contribuíram com seus saberes para a fundação e o progresso do Brasil.
Orgulhosamente, exaltamos nossa origem africana e referendamos a unidade de luta pela liberdade de informação, manifestação religiosa e cultural. Buscamos maior participação e cidadania para os afro-brasileiros e nos associamos a outros grupos para dizer não ao racismo, à discriminação e ao preconceito racial.
Que este 20 de Novembro, assim como todos os outros, seja de muita festividade, alegria e renove nossas energias para continuarmos nossa trajetória para conquista de direitos e igualdade de oportunidades. Estejamos todos, homens e mulheres negras, irmanados nesta caminhada pela liberdade e pela consciência da riqueza da diversidade racial!”
Matilde Ribeiro
Ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
Ministra da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial
segunda-feira, 4 de novembro de 2013
Paixão X Amor
Por Dalton Rothen
Um momento em que me sinto muito empolgado em minhas palestras é quando, ao falar sobre a afetividade, mais especificamente sobre o casamento, apresento a diferença entre paixão e amor. O alívio que algumas pessoas experimentam é notório. Para algumas trata-se de uma redescoberta.
O mito do amor moderno, aquilo que a maioria de nós acredita espontaneamente, diz que se você encontra a pessoa certa e apaixona-se por ela, se esse amor for verdadeiro vocês devem se casar e essa sensação irá durar para sempre. Mas se por acaso essa paixão acabar deve-se concluir que o amor não era verdadeiro e devemos partir em busca de outra paixão.
Acontece que paixão eterna é biologicamente impossível. O cérebro humano não permite paixão inacabável.
A paixão é um estado alterado de consciência que gera prazer ao cérebro. Em qualquer experiência intensamente prazerosa ocorre secreção de dopamina - substância química responsável pela transmissão de sinais na cadeia de circuitos nervosos. Poderíamos dizer que a pessoa apaixonada fica "enlouquecida". Ela coloca o seu objeto de paixão num verdadeiro pedestal, só pensa nele, não vê a hora de estar com ele e quer viver com ele para sempre. Em especial, a primeira fase da paixão é muito intensa. Quando apaixonado, o indivíduo segrega uma quantidade muito grande de dopamina que inunda seu cérebro. A química cerebral se desequilibra. E o que faz o cérebro? Procura imediatamente restaurar o equilíbrio. Com isso, quimicamente, compensa o excesso de dopamina, gerando aquilo que chamamos de tolerância. É semelhante ao que ocorre quando as pessoas usam drogas ou substâncias que de alguma forma provocam euforia. Ao criar a tolerância, há necessidade de mais "droga" para provocar o mesmo efeito. Desta forma, após passar pela fase de pico, a tendência do fogo da paixão é perder intensidade.
No ciclo do processo da paixão há dois riscos: 1) quando no pico, a pessoa pode tomar decisões que venham a comprometer toda sua vida. Haidt (2006) diz que nesta fase ninguém deveria pedir alguém em casamento ou aceitar casar-se com alguém; e 2) no arrefecimento da paixão, pode-se achar que era tudo uma ilusão e romper prematuramente uma relação que poderia dar certo.
A primeira conclusão é que paixão não se transforma em amor. Paixão e amor são processos completamente diferentes. O processo do desenvolvimento do amor começa lentamente e vai se desenvolvendo com o tempo de forma ascendente. Você não ama alguém intensamente assim que a conhece. É semelhante ao amor que o pai devota pelo filho que nasce. Aos poucos vai se estabelecendo um vínculo que na maioria dos casos se tornará muito forte.
Você conhece alguém, começa a conviver com essa pessoa e descobre que tem valores similares, identificações e muitas diferenças em relação a ela. O convívio leva às descobertas. Estabelece-se um relacionamento e aumenta a afetividade. Em seguida, ambos começam a fazer projetos juntos e decidem se casar. A vida do casal vai trazer inúmeras possibilidades. Juntos passarão momentos bons e felizes mas também terão que vencer muitas dificuldades. O processo se desenvolve de forma que vai havendo um verdadeiro entrelaçamento entre as vidas, até mesmo uma cumplicidade. Amar é olhar em direção ao outro, dialogar, perdoar, compartilhar, dar-se de maneira intensa. Quanto mais intensamente as pessoas se dão, mais profundo é o amor que se estabelecerá entre elas.
Qual é a função da paixão? Atrair. Juntar inicialmente duas pessoas. Dar a elas a oportunidade de vencer alguns passos iniciais sem o "uso" da razão. Faz com que sejamos ousados, quebremos algumas barreiras e avancemos alguns sinais vermelhos. Porém, uma pessoa apaixonada indefinidamente, com a razão suprimida pelo sentimento enlouquecido, não teria muitas chances de sobrevivência, de forma semelhante à que acontece com um "drogado".
Qual é a função do amor? Estabelecer um vínculo duradouro e uma vida significativa. E quando as pessoas percebem que sua constituição biológica não permite paixão eterna, elas retiram de si um grande peso - e até mesmo um certo sentimento de culpa: "Eu amo minha mulher (ou meu marido), mas aquela paixão inicial não existe mais". É como se tivessem perdido algo, como se o "amor" passasse a não ter qualidade. E não é nada disso. O verdadeiro amor é muito diferente da paixão. Uma relação para sempre é aquela que vem com o amor e com uma certa pitada de paixão.
Se esta revelação trouxe para você um certo alívio, e neste momento você não vê a hora de chegar em casa e dar um beijão no seu amor, já me sinto recompensado por este artigo.
E aqui podemos fazer um paralelo com o mundo corporativo. Muitos pregam que o grande funcionário é aquele que trabalha com paixão, com grande envolvimento profissional. Você já deve ter ouvido esta pregação.
Conforme vimos, a paixão é um processo intenso, porém instável e de curta duração. Assim, quem quer viver repleto de paixão precisa se apaixonar sempre. Ou seja, mudar de parceiro, mudar de empresa, mudar de projetos e assim por diante. Ninguém vai engajar alguém fazendo com que ele se apaixone pela carreira, pelo projeto, pela empresa etc. A Psicologia Positiva, psicologia do século 21 e voltada para o desenvolvimento do ser humano normal e excelente, preconiza que o indivíduo só irá se realizar plenamente se colocar as suas forças pessoais em ação nas várias áreas da vida que valoriza (Seligman, 2002).
A tristeza é natural, você não precisa fazer nada para ficar triste. E se não fizer nada também ficará triste. Já a alegria precisa ser construída. Para ser feliz e realizado, o indivíduo precisa desenvolver seus dons e colocá-los a serviço de algo significativo. E aqui o paralelo com o amor é inevitável. A recompensa maior que alguém pode ter em seu trabalho e nas demais áreas de sua vida que valoriza é fazer alguma coisa que valha a pena. Para se sentir bem a pessoa precisa fazer algo que esteja de acordo com suas forças pessoais, represente um desafio e esteja voltado para um futuro melhor.
Agora, cabe a nós decidir: vamos estimular em nossas vidas e em nossas empresas muita paixão ou muito amor?
Referências:
HAIDT, Jonathan. Uma Vida Que Vale a Pena. Rio de Janeiro: Elsevier Editora Ltda., 2006.
SELIGMAM, Martin E.P. Felicidade Autêntica. Rio de Janeiro: Objetiva, 2002.
domingo, 13 de outubro de 2013
quinta-feira, 10 de outubro de 2013
A Palava Cumplicidade
Significado de Cumplicidade
s.f. Ato, característica ou condição de cúmplice - em que há conivência e entendimento: naquela relação de amizade existia cumplicidade.
Direito Penal. Participação voluntária e auxiliar num crime, num delito: ele foi cúmplice no assalto ao banco.
(Etm. cúmplic(e) + idade)
Direito Penal. Participação voluntária e auxiliar num crime, num delito: ele foi cúmplice no assalto ao banco.
(Etm. cúmplic(e) + idade)
Sinônimos de Cumplicidade
Sinônimo de cumplicidade: co-participação e conivência
Antônimos de Cumplicidade
Antônimo de cumplicidade: incumplicidade
Exemplos com a palavra cumplicidade
A investigação sobre a morte do artista após uma parada cardíaca aponta para um grupo de médicos sob suspeita de cumplicidade no vício do cantor em sedativos pesados. Folha de São Paulo, 10/07/2009
Michoacán, de onde o presidente Calderón é originário, é um dos Estados onde se encontram mobilizados militares e policiais federais como parte da operação contra o crime organizado. No final de maio passado, dez prefeitos, um juiz e 14 funcionários públicos do Estado foram detidos por sua suposta cumplicidade com o narcotráfico. Folha de São Paulo, 15/07/2009
No final de maio passado, dez prefeitos, um juiz e 14 funcionários públicos de Michoacán foram detidos por sua suposta cumplicidade com o narcotráfico. .Folha de São Paulo, 14/07/2009
quarta-feira, 25 de setembro de 2013
NADA COMO O TEMPO
Com o tempo, você vai percebendo que para ser feliz com uma outra pessoa, você precisa, em primeiro lugar, não precisar dela.
Percebe também que aquele alguém que você ama (ou acha que ama) e que não quer nada com você, definitivamente não é o "alguém" da sua vida.
Você aprende a gostar de você, a cuidar de você e, principalmente, a gostar de quem também gosta de você.
O segredo é não correr atrás das borboletas... é cuidar do jardim para que elas venham até você.
No final das contas, você vai achar não quem você estava procurando, mas quem estava procurando por você!
Desconhecido
sábado, 21 de setembro de 2013
Criação dos Blogs
Oi pessoal..., me desculpe por estar ausente, mas estive e estou trabalhando com os meus alunos na criação de blogs, a fim de interagirmos mais de forma tecnológica..., e são estes os grupos:
www.entradadoterror.blogspot.com.br
http://tudocomediaa.blogspot.com.br
http://mylovetruee.blogspot.com.br
http://comediasempree.blogspot.com.br
casadosgamesesmartphone.blogspot.com.br
descobertaswold.blogspot.com
futebolarte157.blogspot.com.br
www.entradadoterror.blogspot.com.br
http://tudocomediaa.blogspot.com.br
http://mylovetruee.blogspot.com.br
http://comediasempree.blogspot.com.br
casadosgamesesmartphone.blogspot.com.br
descobertaswold.blogspot.com
futebolarte157.blogspot.com.br
sábado, 17 de agosto de 2013
Aquarelas
E está havendo no site: Aquarelas de Salvador Dali excelentes aquarelas sendo expostas, é só acessar.
Falsidade
Falsidade é a característica do que não é verdadeiro.
De fato, o ser humano muitas vezes se sente, na nossa sociedade, quase obrigada a ser falso. A mentira, o engodo, o engano, a falsa aparência, a esnobação e a desfaçatez são gêneros de primeira necessidade nos relacionamentos entre as pessoas. O orgulho e a busca de reconhecimento trazem consigo a necessidade quase inadiável de aparentar algo que não se é.
A falsidade em sua concepção traz à pessoa certos proveitos, como, por exemplo, omitir sua condição, mostrar-se de maneira diferente para levar vantagens, obter lucros, ascensão social, desmoralizar outras pessoas, entre outros.
Essa parece ser a ética do mundo. Rui Barbosa, o grande jurista brasileiro, afirmou certa vez, dentre outras coisas, que de tanto ver triunfar a mentira e a falsidade, tinha até vergonha de ser honesto.
É fácil tornar um relato mais interessante acrescentando a ele alguns detalhes, como também é fácil fraudar uma história quando lhe dispensamos uma omissão ou ação. É simples deduzir que não existe o que se pode chamar de “falsidade particular”, ou seja, uma informação fora do verdadeiro não prejudica somente a pessoa que a pratica.
domingo, 4 de agosto de 2013
Assim eu vejo a vida
A vida tem duas faces:
Positiva e negativa
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
O passado foi duro
mas deixou o seu legado
Saber viver é a grande sabedoria
Que eu possa dignificar
Minha condição de mulher,
Aceitar suas limitações
E me fazer pedra de segurança
dos valores que vão desmoronando.
Nasci em tempos rudes
Aceitei contradições
lutas e pedras
como lições de vida
e delas me sirvo
Aprendi a viver.
Cora Coralina
CORA CORALINA, QUEM É VOCÊ?
Sou mulher como outra qualquer.
Venho do século passado
e trago comigo todas as idades.
e trago comigo todas as idades.
Nasci numa rebaixa de serra
Entre serras e morros.
“Longe de todos os lugares”.
Numa cidade de onde levaram
o ouro e deixaram as pedras.
Entre serras e morros.
“Longe de todos os lugares”.
Numa cidade de onde levaram
o ouro e deixaram as pedras.
Junto a estas decorreram
a minha infância e adolescência.
a minha infância e adolescência.
Aos meus anseios respondiam
as escarpas agrestes.
E eu fechada dentro
da imensa serrania
que se azulava na distância
longínqua.
as escarpas agrestes.
E eu fechada dentro
da imensa serrania
que se azulava na distância
longínqua.
Numa ânsia de vida eu abria
O vôo nas asas impossíveis
do sonho.
O vôo nas asas impossíveis
do sonho.
Venho do século passado.
Pertenço a uma geração
ponte, entre a libertação
dos escravos e o trabalhador livre.
Entre a monarquia caída e a república
que se instalava.
Pertenço a uma geração
ponte, entre a libertação
dos escravos e o trabalhador livre.
Entre a monarquia caída e a república
que se instalava.
Todo o ranço do passado era presente.
A brutalidade, a incompreensão, a ignorância, o carrancismo.
Os castigos corporais.
Nas casas. Nas escolas.
Nos quartéis e nas roças.
A criança não tinha vez,
Os adultos eram sádicos
aplicavam castigos humilhantes.
A brutalidade, a incompreensão, a ignorância, o carrancismo.
Os castigos corporais.
Nas casas. Nas escolas.
Nos quartéis e nas roças.
A criança não tinha vez,
Os adultos eram sádicos
aplicavam castigos humilhantes.
Tive uma velha mestra que já
havia ensinado uma geração
antes da minha.
Os métodos de ensino eram
antiquados e aprendi as letras
em livros superados de que
ninguém mais fala.
havia ensinado uma geração
antes da minha.
Os métodos de ensino eram
antiquados e aprendi as letras
em livros superados de que
ninguém mais fala.
Nunca os algarismos me
entraram no entendimento.
De certo pela pobreza que marcaria
Para sempre minha vida.
Precisei pouco dos números.
entraram no entendimento.
De certo pela pobreza que marcaria
Para sempre minha vida.
Precisei pouco dos números.
Sendo eu mais doméstica do
que intelectual,
não escrevo jamais de forma
consciente e racionada, e sim
impelida por um impulso incontrolável.
Sendo assim, tenho a
consciência de ser autêntica.
que intelectual,
não escrevo jamais de forma
consciente e racionada, e sim
impelida por um impulso incontrolável.
Sendo assim, tenho a
consciência de ser autêntica.
Nasci para escrever, mas, o meio,
o tempo, as criaturas e fatores
outros, contra-marcaram minha vida.
o tempo, as criaturas e fatores
outros, contra-marcaram minha vida.
Sou mais doceira e cozinheira
Do que escritora, sendo a culinária
a mais nobre de todas as Artes:
objetiva, concreta, jamais abstrata
a que está ligada à vida e
à saúde humana.
Do que escritora, sendo a culinária
a mais nobre de todas as Artes:
objetiva, concreta, jamais abstrata
a que está ligada à vida e
à saúde humana.
Nunca recebi estímulos familiares para ser literata.
Sempre houve na família, senão uma
hostilidade, pelo menos uma reserva determinada
a essa minha tendência inata.
Talvez, por tudo isso e muito mais,
sinta dentro de mim, no fundo dos meus
reservatórios secretos, um vago desejo de analfabetismo.
Sobrevivi, me recompondo aos
bocados, à dura compreensão dos
rígidos preconceitos do passado.
Sempre houve na família, senão uma
hostilidade, pelo menos uma reserva determinada
a essa minha tendência inata.
Talvez, por tudo isso e muito mais,
sinta dentro de mim, no fundo dos meus
reservatórios secretos, um vago desejo de analfabetismo.
Sobrevivi, me recompondo aos
bocados, à dura compreensão dos
rígidos preconceitos do passado.
Preconceitos de classe.
Preconceitos de cor e de família.
Preconceitos econômicos.
Férreos preconceitos sociais.
Preconceitos de cor e de família.
Preconceitos econômicos.
Férreos preconceitos sociais.
A escola da vida me suplementou
as deficiências da escola primária
que outras o destino não me deu.
as deficiências da escola primária
que outras o destino não me deu.
Foi assim que cheguei a este livro
Sem referências a mencionar.
Sem referências a mencionar.
Nenhum primeiro prêmio.
Nenhum segundo lugar.
Nenhum segundo lugar.
Nem Menção Honrosa.
Nenhuma Láurea.
Nenhuma Láurea.
Apenas a autenticidade da minha
poesia arrancada aos pedaços
do fundo da minha sensibilidade,
e este anseio:
procuro superar todos os dias
Minha própria personalidade
renovada,
despedaçando dentro de mim
tudo que é velho e morto.
poesia arrancada aos pedaços
do fundo da minha sensibilidade,
e este anseio:
procuro superar todos os dias
Minha própria personalidade
renovada,
despedaçando dentro de mim
tudo que é velho e morto.
Luta, a palavra vibrante
que levanta os fracos
e determina os fortes.
que levanta os fracos
e determina os fortes.
Quem sentirá a Vida
destas páginas...
Gerações que hão de vir
de gerações que vão nascer.
destas páginas...
Gerações que hão de vir
de gerações que vão nascer.
(Meu Livro de Cordel, p.73 -76, 8°ed, 1998)
Grande mulher, belíssima contribuição feita à literatura.
sexta-feira, 2 de agosto de 2013
Fuja da maldade...
O Touro e a Cabra
Autor: Esopo [1]
Não é digno de confiança quem se esconde atrás de outros
A arma do Covarde são as sombras que o ocultam
Certa vez, um Touro, fugindo da perseguição de um feroz Leão, se escondeu numa caverna que os Pastores costumavam usar para abrigar seus rebanhos durante as tempestades ou ao cair da noite.
Ocorre que um desses animais, uma Cabra, que estava escondida na parte de trás da gruta, se achando dona do lugar, tão logo viu o Touro entrar, distraído, extenuado e tentando se recuperar do tremendo susto que levara, aproveitando-se da situação, pelas costas, covardemente o atacou dando-lhe marradas com seus chifres.
Como o Leão ainda estava circulando em volta da entrada da gruta, o Touro teve que se submeter à aquela incompreensível agressão e injustificável insulto.
Então ele disse em tom de alerta:
"Você não acredita que estou me submetendo, sem reagir, a esse injusto e covarde tratamento porque tenho medo de você não é? Mas te prometo uma coisa, Quando o Leão for embora, aí sim, te colocarei no teu devido lugar, e acredite, disso tenho a mais absoluta certeza, te darei tamanha lição, que decerto dela, enquanto viveres, jamais irás esquecer."
Moral da História:
Maldade mais profunda e desumanidade igual não há, do que tirar vantagem sobre os outros, aproveitando-se de um momento de vulnerabilidade.
Evoluir
CONTO POPULAR ÍDICHE
Um velho estava sentado fora dos muros de uma grande cidade. Quando os viajantes se aproximavam, perguntavam-lhe:
- Que tipo de gente vive aqui?
E o velho respondia:
- Que tipo de gente vive no lugar de onde vem?
Se os viajantes respondessem: “Só gente ruim vive no lugar de onde viemos”, o velho respondia:
- Prossigam seu caminho; aqui só encontrarão gente ruim.
Mas se os viajantes respondessem: “Só gente boa vive no lugar de onde viemos”, o velho convidava:
- Entrem, pois aqui também só encontrarão gente boa.
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